domingo, 28 de novembro de 2010

A batalha do Morro do Alemão no Rio de Janeiro

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Hoje, no New York Times

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João Cruzué

A imprensa do mundo inteiro está repercutindo a operação de guerra lançada para re-estabelecer o poder do Estado em favelas da cidade do Rio de Janeiro. Esta foto não é da Guerra do Iraque nem de combates no Afeganistão, mas no Complexo do Alemão. As imagens do começo, meio e fim desta operação podem produzir um filme inteiro - sem necessidade de edição. Nome: Tropa de Elite 3. Quero refletir um pouco sobre o assunto, pois a ausência do Estado tem sido geral, não apenas no Rio de Janeiro, senão no Brasil inteiro.

Recentemente o PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento publicou no site em inglês ranking 2010 do IDH - Índice de Desenvolvimento Humano onde o "Brazil" aparece em 73º lugar [1]. Para um país que hoje é a oitava potência econômica mundial, estes números são um fiasco. O Brasil segue a reboque de Barbados(42) Chile(45), Argentina(46), Uruguai(52), Panamá(54), México(56) e até de Trinidad e Tobago(59). O que tem a ver estas estatísticas com o Morro do Alemão? Você vai ver já.


IDH2010


O Brasil é a maior "vaca" leiteira do mundo, alguém já disse isso. Em lugar de leite, remunera com os juros mais gordos do mundo os especuladores internacionais. Fico muito irritado com os economistas brasileiros de meia tigela, que adoram dar entrevistas para palpitarem a mesmice de sempre "Olha, eu estimo que o Copom vá aumentar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual; 0,75, 1,00 ponto percentual. "É preciso desacelerar a economia..." Correto. Muito bem, mas esta é a conversa mole de sempre. Não têm massa cinzenta para fazer outra coisa. E o superávit primário? é a garantia de pagamento desses juros. Primeiro vem a parte dos especuladores, dos agiotas, dos banqueiros, o que sobrar vai para o resto (Educação, Saúde, Investimentos em transportes públicos, em banda larga de internet, em gasolina mais barata...). Com isso, os recursos minguados que sobram da agiotagem não chegam desde o século XIX aos morros e favelas cariocas.

Não preciso ir ao Rio de Janeiro para me certificar da ausência do Estado entre os mais carentes. Tanto lá, como nas favelas da Zona Sul de São Paulo a presença esporádica do Estado aparece assim: 1) Bombeiros - para jogar água nos barracos depois do incêndio;
2) Tropa de choque - para baixar a borracha nos frequentadores de bailes funks no meio da rua; 3) Políticos - antes das eleições para repetir velhas promessas;
4) Com um Hospital de atendimento de urgências, onde quem entra em estado grave não sai, ou melhor, sai: no rabecão.

Há 30 anos o Estado brasileiro está em grande débito com os moradores de favelas das Metrópoles. Foram três décadas perdidas com inflação e falta de emprego. E um dos piores momentos foram os anos de 1991-1994. Primeiro quem investia na Indústria vendia tudo para aplicar no Opem Market ou no Overnight. Depois da "tarrafada" do Collor as empresas nacionais quebraram e o emprego desapareceu de vez. Voltou nos últimos oito anos, graças a Deus por causa da demanda chinesa. É uma vergonha dizer isto: Temos muito petróleo, não temos? Mas ainda compramos barris de óleo leve para refinar aqui. Somos os maiores exportadores de minéiro de ferro, não somos? Pois agora somos os maiores também em IMPORTAÇÃO de aço.

Voltando ao Rio. No final deste mes de novembro, estamos vendo o governador do Rio, Sr. Sérgio Cabral, levando a cabo uma operação, jamais realizada no país no pós-ditadura, para defenestrar os bandidos do tráfico do Complexo de favelas do Alemão e retomar o papel do Estado. Não creio que o que ficou abandonado por mais de 100 anos vá mudar agora só porcausa de uma Copa do Mundo. As favelas do Rio (e de São Paulo) não têm "Plano Diretor". Têm vielas, becos, escadas, onde seres humanos dividem o mesmo espaço com os ratos. Nada de reurbanização, nem acesso às melhores universidades públicas.

Se os governantes brasileiros tivessem mesmo aquilo que avermelha a face, não chamariam as melhores cabeças para os ministérios da área econômica, para sinalizar aos agiotas internacionais que o "deles" vai ser muito bem resguardado. Se tivessem vergonha na cara, colocariam os melhores dentre os melhores para cuidar da Educação e do Investimento em obras públicas. Pois assim este país vai sair da m. - com o perdão da palavra chula, mas que tem significado universal. Basta olhar a cor do Rio Pinheiros desde o Cebolão até a Represa Billings, passando pela nobreza do Jockey Clube de São Paulo, onde quem quiser, pode ver uma cascata de uns dois metros de altura, onde cai mais coisas além de água.

Não vou deixar de fora as Igrejas Evangélicas brasileiras, principalmente as pentecostais, que nasceram evangelizando os pobres, mas que hoje ficaram ricas e têm medo de subir as favelas e torcem o nariz para o cheiro dos pobres. Os projetos de reinserção social que propagandeiam são hipócritas - apenas para colocar na internet. Evangelização no Brasil, hoje, não funciona mais na base de palavras. É preciso muito mais que isso: de amor e atitudes. Se nas décadas passadas o Evangelho subia o morro e impedia milhares de jovens de entrar para o crime, hoje seus portadores estão com medo de sujar os sapatos. Estamos em tempos maus, onde o evangelho está sendo pregado na Televisão e entre as quatro paredes. O Ide mudou: agora é somente Vinde, e de preferência com o bolso cheio. O "Evangelho" pentecostal de hoje prefere Brasília aos becos de favelas.

Não estou aqui fazendo apologia do tráfico nem de traficantes nem de funkeiros que ligam o som de seus "poisés" com o que há de mais podre diante dos ouvidos das crianças da periferia. Não estou defendendo isso. Estou criticando a ausência do Estado brasileiro que não tem assumido seu papel nas favelas e periferias das Metrópoles. As piores condições de moradia, a falta de saneamento básico, falta de reurbanização, dificuldade centenária que impedia a graduação do jovem excluído à Universidade, hospitais que mais parecem açougues humanos - e um "monte" de outras coisas. Isto não se resolve com tanques, nem com carros blindados, nem com borracha nem com o Exército.

Quantos bilhões vão ser usados para construir estádios de futebol, que depois vão ficar às traças - com está acontecendo na África do Sul? Por que estão querendo torrar 40 bilhões de dólares no Projeto do Trem Bala que vai ligar Campinas ao Rio de Janeiro, canibalizando a ponte área? Por que o Palocci vai para a Casa Civil e não para o Ministério da Educação? Sabe porquê? Porque não há visão. E não me venha com papo de bolsa família nem inserção de miseráveis na baixa classe média. Essa gente desassistida precisa muito mais do que esmolas e publicidade enganosa. Precisa de um projeto de Educação na mão de um grande Gestor. Precisa de saneamento básico e reurbanização de favelas, precisa de moradias decentes que não desabem todo ano na estação das chuvas.

Mapa do satélite do Googlemaps.

A ocupação do complexo de favelas do Alemão, no Rio de Janeiro, é a evidência mais concreta do abandono dos seres humanos excluídos da sociedade. É a prova da ausência do papel do Estado nos morros e favelas do Rio. Se o Estado estive presente ali nos últimos 100 anos, não haveria tráfico, nem cooptação dos garotos das famílias entregues à miséria. Isto é uma vergonha centenária. Ocupação e bolsa família é muito pouco, pois está faltando tudo.




cruzue@gmail.com




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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Hinduísmo - Intolerância religiosa continua em Kandhamal - Orissa

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NOTÍCIAS DE NOVEMBRO 2010

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Mapa: site do governo indiano
clique no mapa


Fonte anônima da AICC*

Tradução: João Cruzué

ORISSA - 08 de novembro de 2010. O Dr. Krishan Kunar, coletor do distrito (município) de Kandhamal, onde se deu o "epicentro" da grande perseguição de 2008, onde 100 cristãos indianos foram barbaramente assassinados, 5.600 casas incendiadas e 56.000 pessoas expulsas de seus lares, está sob suspeita de liderar um bem orquestrado boicote social e econômico contra cristãos - minoria na comunidade local.

Confrontado com crua realidade o Sr. Kunar voltou a culpar as lideranças da Igreja de serem um estorvo para a paz distrital, provavelmente porque estas lideranças fizeram um requerimento à Suprema Corte da Índia sobre questões de (in)justiça na região.

O boicote econômico contra os cristãos Panos e Kondh em Kandhamal, que primeiro veio à luz no Tribunal Nacional do Povo, dirigido pelo ex-Shah de Nova Dheli em agosto deste ano, continua sendo uma fonte de aborrecimento para a comunidade cristã em Kandhamal, Estado de Orissa.

Um grupo de investigação de quatro bem conhecidos ativistas liderados pelo Advogado, Dr. Nicholas Barla - um líder ativista tribal, foi constituído para investigar as denúncias. São eles: Irmão Marcos - um assistente social, por Jugal Kishore Ranjit, um ativista Dalit pelos direitos humanos e Ajay Kumar Singh outro ativista de direitos humanos.

Eles visitaram o distrito de Kandhamal em 05 de novembro passado (2010) para verificar as alegações de boicote social e econômico contra os cristãos. O grupo esteve em quatro vilas de quatro distritos policiais dos três blocos dos mais violentos do distrito.

Eles fizeram o seguinte relatório:

1 - A despeito das autoridades locais afirmarem que a situação estava dentro da normalidade, o relatório do grupo de investigação apontou um estado de ilegalidade, medo geral e um sentimento de insegurança entre os cristãos perseguidos.

2 - A equipe visitou primeiro a aldeia Gadaguda sob G. Os Udayagiri Distrito Policial, em Tikabali que testemunhou a violência de 30 de outubro de 2008, quase dois meses depois que estourou uma grande violência contra os cristãos. Um casal de idosos com mais de 70 anos foi a machadadas depois queimados em seguida. O grande número de pessoas foram feridas.

3 -Um deles, um soldado do exército, tinha marcas de balas nas mãos e nas coxas. Alguns ainda estão em barracas. A equipe interagiu com pessoas da aldeia de Dakanaju e vilarejos próximos. Eles incluíram o carteiro Sarapanch e um grupo de cristãos afetados. Eles disseram que os cristãos de Dakanaju foram proibidos de tirar água do poço cavado pelo governo.

4 - A equipe então encontrou Gadaguda Sarapanch, Sachindra Pradhan e perguntou se ele estava ciente de tal fato. O Sr. Pradhan disse que não sabia, mas que iria investigar a matéria o mais cedo possível.

5- O grupo dentão se dirigiu para a Aldeia de Bodimunda, sob o Distrito Policial Tikabali. Estacionaram o veículo na beira da estrada e se dirigiram em direção aos prédios residências danificados, com sinais evidentes do ódio e violência anti-cristãos. Depois de chegar à aldeia, os membros do grupo se dirigiram até a casa do pastor, e não havia ninguém na rua em meio as ruínas.

6 - O pastor Binod Pradhan (nome trocado) recebeu a equipe em sua casa e havia grande ansiedade estampada em seu rosto. Sua casa estava intacta. O pastor disse que foi forçado a se reconverter ao Hinduísmo, para salvar sua velha mãe que não teria como escapar da violência, pois já não andava mais.


7 - Dentro de poucos minutos da chegada do grupo, uma pessoa - mais tarde identificado como um militante da RSS (Rashtriya Swayamsevak Sangh) veio procurando obter informações sobre o grupo. O Pastor "Binod" disse que eram funcionários do Banco, junto com um parente seu que trabalhava no banco. Isto foi um sinal para que o grupo de verificação deixasse logo sua casa.

8 - Entretanto, o grupo foi informado do boicote social e econômico imposto sobre os cristãos pela ala direitista da RSS, grupo fundador do Partido Janata Bharatiya, e que haveria multa para qualquer veículo que transportasse cristãos - doentes com com saúde, ou seus pertences, para fora ou para dentro da aldeia.

9 - A equipe quis verificar tais alegações e foi até a casa de um certo Bamadev Pradhan, um cristão tribal. Bamadev estava deitado em um chão e lama e não podia se levantar porque tinha sido acometido de paralisia. Os membros da família disseram ao grupo de investigação que o paralítico estava com muita febre, e eles procuraram um carro de aluguel para levá-lo até um hospital próximo em Tikabali, a 8 km de distância da aldeia.

10 - Ninguém se disponibilizou para transportá-lo; finalmente um cristão que possuía um autorriquishá foi quase forçado a levar o paralítico. Quando ele emprestou seu auto, dali a pouco foi parado e o veículo levado embora por elementos da RSS. O proprietário do autorriquishá recebeu um auto de multa para liberar seu carro no valor de Rs 1,051 ( mil e cinquenta e uma rúpias) sob a condição de não transportar mais nenhum cristão da aldeia

11 - O grupo começou a interagir com os membros da família do paralítico por uns cinco minutos, quando um cristão, morador da aldeia, Jesaya Nayak entrou na casa e aconselhou ao grupo que somente saíssem da casa assim que a situação fosse segura.


12 - O grupo foi até outra casa. Um grupo de cristãos amedrontados tinha se reunido lá para conversar com eles. Eles disseram: Nós estamos em estado de choque. Os que possuíam alguma coisa se mudaram da aldeia e nós os pobres fomos deixados para trás.

13 - O que nos magoa e entristece é administração pública - o BDO e a polícia, que são cupinchas da RSS. Em vez de se tornar sensíveis à nossa situação, esta administração ainda deseja nos privar de nossas amenidades básicas. Eles baniram os autorriquishás locais, o único meio de transporte nesta área para levar os passageiros cristãos.

14 - Nós não temos permissão para trazer suprimentos, nem comida, nem remédios além de sermos proibidos de comprar qualquer coisa nas lojas locais. Não podemos comprar nada para nós. Aqui nós estamos lutando para sobreviver com seres humanos, disseram as vítimas.

15 - O grupo inquiriu se eles tinha ido fazer queixa na polícia, e os cristãos responderam que positivamente eles forram até o Inspetor encarregado da IIC de Tikabali, que lhes disse: "Sendo cristãos, vocês têm mesmo é que sofrer e não existe outra opção".

16 - O grupo quis se encontrar com o proprietário do autorriquishá e outros que tinham sido multados. Um aldeão local juntou-se ao grupo para encontrar com o dono do veículo, que tinha sido multado por transportar o paralítico ao hospital. O dono do autorriquishá, um pastor, disse ao grupo que ele teve que pagar a multa de Rs 1,051 rúpias, a despeito de ter feito queixa na polícia.

17 - O grupo depois se encontrou com Birendra Nayak (nome trocado), que informou aos membros da investigação que tinha pagado Rs 5,000 rúpias para liberar seu trator, por ter transportado material para a construção da casa de um soldado das forças de segurança local, que tinha sido destruída durante a violência contra os cristãos de 2008.

18 - Birendara Nayak prosseguiu e disse "Foi porque a polícia local toma um percentagem (propina) e protege os elementos sociais que governam região. Eu informe a polícia loca, mas nada aconteceu.

19 - Pushpanjali Nayak, a mãe do soldado disse que poderia ser contatada por telefone, disse ao grupo: "Este incidente surpreendeu seu filho que é do exército, que ficou mal e deixou a aldeia desgostoso. Nós estamos vivendo debaixo de barracas de lona de polietileno, como em um curral sem teto e assoalho ou paredes, com pouco dinheiro que temos ou ganhamos, nós não podemos reconstruir nossas casas.

20 - Nós compramos areia, mas a RSS levou embora. Nossa vida aqui é um inferno. Ela continuou soluçando enquanto narrava. O ex-pastor, que disse que abertamente voltaria a praticar sua fé, se a situação voltasse ao normal afirmou "que a areia que o trator trouxe foi levada embora pela RSS para construir o templo (hindu) da aldeia.

21 - Incidentalmente, havia um grupo de 16 policiais estacionados na aldeia e eles foram expectadores mudos desses incidentes. Então o grupo se dirigiu para a aldeia Keredi, no bloco Phulbani até a casa de um cristão. O grupo encontrou uma foto enorme de Krishna (Deus hindu).

22 - Naresh Digal, um ex militar (nome trocado) explicou que ele tinha que viver como um Hindu, pois tinha quatro casas na localidade. O ambiente é completamente hostil e não há apoio da administração pública. Ele continuou e disse que seu vizinho, também um ex-soldado do exército também sofreu um ataque de membros da RSS e sua casa foi destruída.

23 - Ele preencheu uma ocorrência e depois de 8 dias a polícia chegou para averiguar, deixando o local sem nem mesmo ter entrada na casa destruída. As economias deoseu vizinho se foram. O que ele vai ter para investir no futuro da sua família? Qual será o nosso futuro neste lugar se não houver apoio de nenhum lugar? A mulher, que compartilhava sua casa com sua prima se tornou uma freira, disse: " Nós esperamos pelo dia em que poderemos ser livres para praticar a religião de nossa escolha. Não somente antes da alvorada.

24 - O grupo então foi até a aldeia de Gandapadar em Minia Gran Panchayat no bloco Phiringia. Bem no interior. Não era difícil identificar as casas dos cristãos. Uma dona de casa nos deu as boas vindas dentro da casa reformada. O grupo viu uma enorme moldura de "Lord Shiva" pendurada na parede. Quando perguntada sobre a foto, ela mudou seu semblante e tentou explicar que a "RSS tinha nos dado a foto e um Tulsi para o altar de adoração.

25 - Nós os mantemos frequentemente, quando eles voltar para verificar se nós nos reconvertemos do cristianismo. Nós sabemos que nunca podemos deixar nossa fé. Os aldeões também afirmaram que quase todos as casas da aldeia têm duas fotos, uma de Jesus e outra de Shiva. Tarabati Digal explicou que há 10 famílias morando [no mato] fora da aldeia.


* AICC - All India Christian Council


Fonte da Matéria em inglês: AICC





segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pastor Youcef Nadarkhani recebe pena de morte no Irã

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Por reclamar do monopólio mulçumano no ensino religioso da escola dos filhos.

International Christian Concern

Tradução: João Cruzué

A Comissão Americana para a Liberdade Internacional Religiosa - USCIRF expressou preocupação pelo caso de um pastor cristão que estava preso há mais de um ano e atualmente está sendo ameaçado de execução por "apostasia". A comissão exortou a Administração do governo Obama para pressionar pela sua libertação incondicional.

Este caso é mais uma evidência de que não há transparência ou justiça no chamado sistema "legal" iraniano para as minorias religiosas, disse o Sr. Leonard Leo, diretor da Comissão. A administração Obama deve continuar falando alto, no mesmo tom da Secretária de Estado Hillary Clinton falou em agosto para as minorias iranianas. A pressão internacional causa impacto no Irã, e o regime tem mostrado leniência em alguns casos em que há escrutínio internacional.

Youcef Nadarkhani, um pastor do Norte do Irã, foi preso em outubro de 2009 depois que ele questionou o monopólio muçulmano no ensino religioso que seus filhos estavam recebendo na escola, argumentando que a Constituição do Irã permite criar os filhos na fé de seus pais. O Pastor Nadarkhani, e mais tarde sua esposa, Fatemeh Passandideh, foram acusados de apostasia. Enquanto sua esposa foi solta no começo deste mês, depois de quatro meses de prisão, de acordo com fontes iranianas o Pastor Nadarkhani foi acusado, declaradamente julgado, e informado verbalmente que ele vai receber pena de morte, embora nenhum nenhum veredito formal tenha sido emitido.

Durante o anos passado, os registros da combalida liberdade religiosa do governo iraniano deterioraram, especialmente quanto às religiões: baha'is, cristã e muçulmanos Sufis. Agressões físicas, aborrecimentos, detenções, prisões, intensificação de aprisionamento. Mesmo as minorias religiosas não-muçulmanas reconhecidas, como Judeus, arminianos e Cristãos Assírios e Zoroastrismo, protegidos sob a constituição iraniana têm enfrentado crescente discriminação e repressão. Desde a disputa eleitoral de junho de 2009, o governo iraniano tem intensificado sua campanha contra as minorias religiosas não muçulmanas.

Este modelo de prender e prejudicar as minorias religiosas, combin ado com a retórica inflamadado presidente Ahmadinejad e outros líderes não tinha sido vistas desde os primeiros anos da revolução iraniana. Disse o diretor da USCIRF, Sr. Leonard Leo.

--O fator tempo é essencial neste caso. A vida deste Pastor está por um fio. Nós comclamamos nosso governo e a comunidade internacional para pressionar e cobrar a libertação e assegure que não vai tomar ações extremas neste caso nem em outros semelhantes a este.

Fonte: Persecution.org



Comentário: A pedido irmão Felipe Ribas, pesquisei este assunto direto na fonte; estou repercutindo no blog olhar cristão. O nome deste pastor precisa ser espalhado para tudo enquanto é espaço vitual. Quanto mais conhecido ele for na comunidade internacional, maiores as chances dele não ser executado no Irã. Esta tradução está disponível para todos os que quiserem colaborar nesta causa.' (João Cruzué). Quem sabe o presidente Lula possa apresentar esta causa ao seu "colega" do Irã?