terça-feira, 18 de maio de 2010

Marcha Homossexual em Brasília pela aprovação Pl 122


João Cruzué

Amanhã, dia 19 de maio de 2010, a partir das 09:00h na Praça dos Três Poderes começando na frente da Catedral Católica de Brasília manifestantes de grupos LGTBS vindos de todo os estados brasileiros vão realizar um evento de grande repercussão política para forçar a aprovação do PL 122/06.

Todos ciddadãos brasileiros de crentes a homossexuais tem o direito garantido pela nossa Constituição para se reunirem e manifestarem livremente em praça pública. Também o exercício de pressões políticas é direito de todos.

Bem, no mês dia 26 junho próximo vão fazer dois anos que o Pastor Silas Malafaia liderou um Manifesto Evangélico em Brasília. Mas considerando que a maioria dos blogueiros estão muito ocupados descendo a "ripa" nele, é provável que apareça algum outro pastor de peso para mostrar nosso desagrado e repúdio à aprovação da PL 122.

Será?




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sábado, 15 de maio de 2010

Presidente Lula negocia com Ahmadinejad em Tehrã

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

JOÃO CRUZUÉ

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou [1] em Mehrabad, Aeroporto Internacional de Tehrã, às 21:16h PMT. Ele vai participar da reunião de cúpula do G15 na próxima segunda-feira e na sua agenda há reuniões marcadas com funcionários do alto escalão do Governo do Irã sobre a política nuclear agressiva daquele país. É possível que o supremo líder do Irã, o Grande Aiatolá Ali Hoseyni Khamenei, lhe conceda um encontro - oportunidade rara, somente concedida aos que são considerados amigos verdadeiros da nação persa.

Os olhos das autoridades mundiais e o foco da imprensa internacional estão voltados para o que Lula tratar com as autoridades locais. As potências mundiais creem firmemente que o Irã está em contagem regressiva para construir a sua primeira bomba atômica. Acham que o Presidente Lula vai servir apenas de inocente útil para abrandar as pressões mundiais.

Mesmo que o Presidente brasileiro consiga um acordo com a autoridade designada pelo Líder Supremo do Irã, o Grande Aiatolá Ali Hoseyni Khamenei, provavelmente o Presidente Mahmoud Ahmadinejad, isto não será suficiente para assegurar ao mundo que o Irã esteja falando a verdade. Na visão das grandes potências o Irã já decidiu construir a bomba e nada, nem ninguém vai conseguir êxito em fazê-lo abortar o pano.

Lula será a última oportunidade política que o país dos Aiatolás vai ter para afastar a sombra da destruição que ameaça os céus do Irã. É intuitivo que os Aiatolás do Irã não querem confiar apenas no Livro Sagrado. Eles almejam algo mais - como por exemplo: uma meia dúzia de bombas atômicas para afastar a possibilidade de uma invasão americana. Mas se houver uma ação do Ocidente no Irã, ela vai ser atípica: nos mesmos moldes de 6 e 9 de agosto de 1945. A questão nuclear de Tehrã já tirou a paz dos Estados Unidos e de Israel.

O mundo corre perigo. O Presidente Lula é mesmo o "cara". O único "cara" com credibilidade o bastante para ajudar no desarme da espoleta desta bomba. Lula crê que isto é possível. Ele pensa que não se deve colocar o Irã contra a parede, que é preciso porta aberta para o diálogo, para evitar uma guerra.

É inegável que há uma "torcida" internacional para que o Presidente brasileiro falhe. Ela considera que Lula é apenas mais um oportunista do terceiro mundo buscando seus 15 minutos de fama. O Presidente Russo Medvedev palpitou que Lula tem 30% de chances de sair com um acordo do Irã.

Por outro lado, o Presidente da Silva, como é chamado lá fora, não pensa assim. Lula foi forjado na têmpera das reuniões sindicais do Grande ABC e crê sinceramente que a possibilidade de sucesso da sua missão é grande.


Se o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sair vitorioso do Irã, onde há poucas chances de sucesso, terá pavimentado sua pretensão de ser o próximo Secretário geral da ONU. Mas se Lula não tiver êxito, ao menos tentou, além disso, o Brasil vai sair desse episódio como um país amigo dos povos persa e árabe. Um imenso mercado para bons negócios.


Texto não disponibilizado para cópia.




quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pastores Evangélicos debatem Estatuto da família na CCJ da Câmara



ESTATUTO DAS FAMÍLIAS
- PL 674/07

Assunto Polêmico em debate na Audiência Pública da

CCJ - Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal

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Agência Câmara de Notícias

"Um debate bastante polarizado dominou o clima da audiência pública sobre o Estatuto das Famílias na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) nesta quarta-feira. O Estatuto engloba diversos projetos de lei (PL 674/07 e 2.285/07, entre outros) e, em alguns deles, existe a regulamentação da união entre pessoas do mesmo sexo e da adoção feita por esses casais.

Críticos e defensores da união civil de homossexuais colocaram seus argumentos diante do plenário lotado, onde evangélicos contrários à união de pessoas do mesmo sexo estavam em maioria.

Para tentar chegar a um acordo, o presidente da CCJ e relator do Estatuto das Famílias, deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), disse que diante de tantas diferenças e dúvidas, vai tentar encontrar um meio termo.

Direitos civis

Para o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, não se trata de casamento, mas sim de garantir direitos civis. "Envolve essa questão da herança, de planos de saúde, de adoção. Nós queremos nem menos nem mais, queremos direitos iguais. Nós não queremos é o casamento, nesse momento não é a nossa pretensão. O que nós queremos são os direitos civis".

Ele citou declarações das organizações das Nações Unidas (ONU) e dos Estados Americanos (OEA) para defender o direito ao reconhecimento da união civil e da adoção entre pessoas do mesmo sexo. Ele destacou que o Governo Lula também apoia a reivindicação e mencionou o programa Brasil sem Homofobia, coordenado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. "O Brasil é um Estado laico e queremos o que a Constituição preconiza, direitos civis", argumentou.

Tema eleitoral

O pastor da Assembleia de Deus Silas Malafaia afirmou que conceder os diretos civis é a porta para depois aprovarem o casamento. Ele defendeu que a família é o homem, a mulher e a prole, sendo que a própria Constituição defende esse desenho familiar. Malafaia trouxe o debate para o contexto político das eleições presidenciais.

"Eu ouvi os homossexuais fazerem aqui pronunciamentos dizendo que o presidente os indicou para a ONU, que o presidente os apoia totalmente, então nós evangélicos, que representamos 25% da população, temos que pensar muito bem em quem vamos votar para presidente da República", avisou.

Malafaia questionou se outros comportamentos poderiam, futuramente, virar lei. "Então vamos liberar relações com cachorro, vamos liberar com cadáveres, isso também não é um comportamento?" O pastor foi muito aplaudido durante sua exposição.

Desconstrução da família

Na mesma linha crítica, o pastor da Igreja Assembleia de Deus Abner Ferreira afirmou que o Estatuto das Famílias seria, na verdade, o Estatuto da Desconstrução da Família. Segundo ele, ao admitir a união de pessoas do mesmo sexo, a proposta pretende destruir o padrão da família natural, em vez de protegê-la. Ele disse que todas as outras formas de família são incompletas e que toda manobra contrária à família natural deve ser rejeitada."


Fonte: Texto Integral



João Cruzué.
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sábado, 1 de maio de 2010

A Igreja Evangélica e o respeito ao meio ambiente

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Limpeza

Por João Cruzué

Em 28 de setembro de 1997 a Igreja Assembleia de Deus realizou o II CONGRESSO MUNDIAL DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS, no Campo de Marte - Zona Norte da Cidade de São Paulo. Minha família e eu estávamos lá. Estiveram presentes o então Presidente, Fernando Henrique Cardoso, o Governador Mário Covas - entre outras autoridades. Naquela ocasião, cerca de 700 mil pessoas estiveram concentradas naquele local.

Lembro que a grandes dificuldade para conseguir a autorização da Aeronáutica foi o receio das autoridades que, uma vez cedido o espaço pela primeira vez, teriam que cedê-lo em outras ocasiões. E como subterfúgio para não dizer isto, claramente, foi insinuado que a sujeira pós-evento seria tanta que demandaria um dia inteiro apenas para limpar.

E quase no final do evento, o responsável pela condução do evento, Pr. José Wellington Júnior solicitou a cada um dos presentes que examinasse o chão à própria volta. E recolhesse recolhesse todo o lixo, porque as autoridades tinham receio... e contou a dificuldade da questão do lixo.

No mesmo dia, a apresentadora XUXA, ainda no auge de sua fama, realizava um grande evento no Parque do Carmo, na Zona Leste de São Paulo.

No dia seguinte, quando saiu os jornais, lá estava bem destacado um louvor pela atitude dos crentes e seu compromisso com a limpeza e na página ao lado, uma crítica muito ácida contra a sujeira e desrespeito ao meio ambiente pela Xuxa e seus fãs.

Com isso quero dizer algo, de suma importância: o respeito ao meio ambiente é bíblico. Lugar de lixo não é no chão. Deus criou a terra para nossa moradia e sustento. Respeitar o meio ambiente é dever de todo cristão. Imagine esta cena: Deus acaba de criar o homem e a mulher e a seguir, mostra toda beleza da terra para eles e ordena para que cuidem daquele jardim. Atirar lixo ali seria um sacrilégio. É ainda hoje um abuso contra o asseio e um desrespeito a Deus.

A Igreja Universal realizou no último feriado de 21 de abril, oito eventos pelo Brasil afora. Em São Paulo, a vizinhança de Interlagos, as autoridades locais e os garis ficaram entristecidos com tanto lixo. No Rio de janeiro, segundo o Pastor Silas Malafaia, a imprensa desceu a "mamona".

Quero dizer uma coisa: o preconceito contra crentes neste país existe mesmo. Mas neste e em outros eventos religiosos há, sim, um desrespeito contra o patrimônio público. Quem quer ser respeitado, deve ter um compromisso com a limpeza, com o asseio - porque Deus ama a limpeza e não suporta a sujeira.

É preciso mais pedagogia. Mais exemplo. Mais didática, inclusive dentro dos Templos. Quem atira um papel de bala dentro de uma Igreja, vai jogar uma garrafa pet vazia no meio da rua. Isso é iniquidade, porque alguém vai ver. Alguém está vendo. E esta atitude "porca" vai ser gravada pelos olhos de alguém ou da sociedade inteira.

A Igreja que promove um evento público deve, tem o dever conscientizar e martelar o assunto limpeza e respeito ao meio ambiente, perante seus membros, para que sirvam de bom exemplo e padrão de conduta para a sociedade. A crítica contra a sujeira não é preconceito - é uma constatação. Desculpas esfarrapadas do tipo: Todo mundo suja e só os crentes que levam a (má) fama, demonstra falta de cidadania.

O bom exemplo de respeito à natureza ou ao patrimônio público também é uma forma de evangelizar - pelo bom exemplo. Isto precisa ser levado em conta, antes de pensar em preconceito.

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