sábado, 30 de outubro de 2010

Dilma e Serra último debate Globo

João Cruzué

Agora São 23:17h de sábado 29 de outubro de 2010. William Bonner acaba de anunciar o último bloco do "debate" entre Dilma e Serra, candidatos à presidência do Brasil. Não há debate; são perguntas sorteadas e repostas. Uma sabatina. de 12 perguntas feitas por 12 brasileiros "indecisos". Pelo menos, nos poupou daquela velha fórmula. Os dois se esgrimindo vestidos de uma "armadura" pesada. Além da "trava" que eles já possuem.

O Plínio, do PSOL ,tinha muito mais humor e língua mais solta para divertir o telespectador. Marina também fugia ao perfil sem carisma desses dois candidatos que foram para o segundo turno. Ou pior: que os dois são um zero para fazer debates. Derspertam sono dos telespectadores. Quem gravou, quando voltar do trabalho daqui alguns dias, pode utilizar para pegar no sono. fora dali cada simpatizante vai dizer que seu preferido ganhou o debate. Que debate?

A Globo fugiu da velha fórmula, sorteando as perguntas cujos autores representam o eleitor que vai decidir a eleição dia 31. A costureira, o pequeno empresário, o funcionário público, ou seja pessoas da classe média baixa. Os candidatos não trocaram uma palavra sequer durante a sabatina, a não ser nos cumprimentos iniciais. Não teve nenhuma cotoveladinha nem uma "sainha justa" tudo bem pasteurizado com o ambiente "cool" perfeito que só a Globo sabe fazer. Faltou o principal: a performance apaixonada dos dois "debatedores".

--Eu vou construir 150 policlínicas de especialidades. Dizia Serra. "Eu vou propor uma medida pra que a merenda escolar do Pará tenha castanhas" acompanhada do intróito: Você fez uma pergunta de fundamental valor... Difícil a coisa.

Nos tempos dos vovôs da política era mais atraente. Dizem que Jânio Quadros levou para o palanque uma gaiola com uma ratazana dentro. Seu adversário era o criador do "rouba, mas faz" - Adhemar de Barros. A certa altura do discurso, Jânio levanta a gaiola e diz: Se vocês me elegerem eu vou boar aquele "rato" atrás das grades..." O povo ia à loucura. Eu também vi Brizola debatendo, falando depois da morte do Plano Cruzado. "Eu vi e o apalpei. Tinha cabeça de jacaré; escama de jacaré; rabo de jacaré, não podia ser outra coisa, que não um jacaré.

Debate? Não, não houve. A não ser as policlínicas e a castanha do pará na merenda escolar, não vou me lembrar de mais nada.

Agora há pouco , Dilma estava falando sobre colocar a castanha do pará na merenda escolar da amazônia. Eu gostei mesmo foi da pergunta da mineira, que disse que os hospitais públicos estão tratando os usuários como se fosse lixo. Nisso ela tem razão: um pessoa morreu esta semana, aqui na Região de Santa Cecília entre duas Unidades de Saúde. Para piorar, ficou quatro horas no meio da Rua. Algo parecido também aconteceu no Rio de Janeiro.

Dilma voultou a defender o "bolsa família". Pessoas em lugar de sacos de cimento. Ela prometeu tirar os outros 21 milhões de pessoas que diz ainda estár em situação de pobreza. Em oito anos não foi possível. É mesmo díficil

Serra sempre puxando a sardinha para sua brasa. Dilma sempre lembrando do "bolsa família" . Uma pauta de doença e pobreza. Acho um paradoxo certas denominações. Por exemplo: "Salário Família - interpretação: a merreca da merreca. Bolsa família, um pouquinho melhor, mas não dá nem para uma pessoa sozinha sobreviver. Uma bolsinha.

Serra agora fala do impostômetro. Quer descobrir a fórmula de como descobrir para onde vai o imposto que todo brasileiro paga. Até o mendigo quando compra um pãozinho. Ninguém escapa. Sobre isso, é uma tristeza saber que os remédios da farmácia têm o dobro de impostos que os medicamentos da veterinária. O remédio do cachorro tem a metade dos impostos que eu pago quando vou comprar dorflex na farmácia. Isto é mesmo uma vergonha.

Agora um pernambucano de Recife, dono de um mercadinho fala da dificuldade que alguns parentes seus têm, para pagar o carnet do INSS. Questão da informalidade da economia. Dilma agora fala do MEI; microempreendedor comercial. Se a contribuição for exagerada, é difícil para alguém pagar. Reduzir os impotos para os pequenos, micro e pequenos empreendedores. Serra disse agora que 50% dos trabalhadores brasileiros (metade) na informalidade. Disse que o MEI, ainda não pegou. Uma lei que ainda não saiu do papel. Falou agora da inicativa do Banco do Povo. Falou da qualificação, curso técnico profissionalizante.

Agora Bonner está falando dos 80 eleitores indecisos que chegaram no "debate"; 12 deles fizeram perguntas diretamente aos candidatos.

E segue-se os agradecimentos.

Dilma agradece primeiro. Ela disse que representa um projeto, que tem o foco principal nas pessoas, não nos números, no cimento ou no tijolo. De valorização das pessoas. Repete suas propostas; reclama de uma campanha "dura". Fala do conjunto de calúnias feitas na internet. Em nenhum momento falou no nome de Deus.

Serra agradeceu ao Bonner, aos 80 eleitores que participaram da sabatina e à candidata Dilma. Ele pede o voto. Ele disse que oferece sua vida, lembra da sua família, do pai e da mãe modestos, lembrou que passou 14 anos exilado no Chile, etc., etc. Falou em avançar muito em saúde, segurança. Também não citou o nome de Deus.

Terminando agora às 23:58 com os agradecimentos de William Bonner.

Debate? não houve.Eu não consegui ver nenhum debate.Foram eficientes em responder aquilo que o autor da pergunta queria escutar, ligando a pessoa a um perfil social. Nada que me animasse. O que vão fazer no governo, não deu para saber.


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