sábado, 1 de maio de 2010

A Igreja Evangélica e o respeito ao meio ambiente

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Limpeza

Por João Cruzué

Em 28 de setembro de 1997 a Igreja Assembleia de Deus realizou o II CONGRESSO MUNDIAL DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS, no Campo de Marte - Zona Norte da Cidade de São Paulo. Minha família e eu estávamos lá. Estiveram presentes o então Presidente, Fernando Henrique Cardoso, o Governador Mário Covas - entre outras autoridades. Naquela ocasião, cerca de 700 mil pessoas estiveram concentradas naquele local.

Lembro que a grandes dificuldade para conseguir a autorização da Aeronáutica foi o receio das autoridades que, uma vez cedido o espaço pela primeira vez, teriam que cedê-lo em outras ocasiões. E como subterfúgio para não dizer isto, claramente, foi insinuado que a sujeira pós-evento seria tanta que demandaria um dia inteiro apenas para limpar.

E quase no final do evento, o responsável pela condução do evento, Pr. José Wellington Júnior solicitou a cada um dos presentes que examinasse o chão à própria volta. E recolhesse recolhesse todo o lixo, porque as autoridades tinham receio... e contou a dificuldade da questão do lixo.

No mesmo dia, a apresentadora XUXA, ainda no auge de sua fama, realizava um grande evento no Parque do Carmo, na Zona Leste de São Paulo.

No dia seguinte, quando saiu os jornais, lá estava bem destacado um louvor pela atitude dos crentes e seu compromisso com a limpeza e na página ao lado, uma crítica muito ácida contra a sujeira e desrespeito ao meio ambiente pela Xuxa e seus fãs.

Com isso quero dizer algo, de suma importância: o respeito ao meio ambiente é bíblico. Lugar de lixo não é no chão. Deus criou a terra para nossa moradia e sustento. Respeitar o meio ambiente é dever de todo cristão. Imagine esta cena: Deus acaba de criar o homem e a mulher e a seguir, mostra toda beleza da terra para eles e ordena para que cuidem daquele jardim. Atirar lixo ali seria um sacrilégio. É ainda hoje um abuso contra o asseio e um desrespeito a Deus.

A Igreja Universal realizou no último feriado de 21 de abril, oito eventos pelo Brasil afora. Em São Paulo, a vizinhança de Interlagos, as autoridades locais e os garis ficaram entristecidos com tanto lixo. No Rio de janeiro, segundo o Pastor Silas Malafaia, a imprensa desceu a "mamona".

Quero dizer uma coisa: o preconceito contra crentes neste país existe mesmo. Mas neste e em outros eventos religiosos há, sim, um desrespeito contra o patrimônio público. Quem quer ser respeitado, deve ter um compromisso com a limpeza, com o asseio - porque Deus ama a limpeza e não suporta a sujeira.

É preciso mais pedagogia. Mais exemplo. Mais didática, inclusive dentro dos Templos. Quem atira um papel de bala dentro de uma Igreja, vai jogar uma garrafa pet vazia no meio da rua. Isso é iniquidade, porque alguém vai ver. Alguém está vendo. E esta atitude "porca" vai ser gravada pelos olhos de alguém ou da sociedade inteira.

A Igreja que promove um evento público deve, tem o dever conscientizar e martelar o assunto limpeza e respeito ao meio ambiente, perante seus membros, para que sirvam de bom exemplo e padrão de conduta para a sociedade. A crítica contra a sujeira não é preconceito - é uma constatação. Desculpas esfarrapadas do tipo: Todo mundo suja e só os crentes que levam a (má) fama, demonstra falta de cidadania.

O bom exemplo de respeito à natureza ou ao patrimônio público também é uma forma de evangelizar - pelo bom exemplo. Isto precisa ser levado em conta, antes de pensar em preconceito.

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