sábado, 29 de agosto de 2009

PL 5598/09 - Regulamentação das garantias constituicionais à liberdade de fé e culto da Igreja Evangélica

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A Bíblia Sagrada - Referência evangélica
João Cruzué

Aos leitores do Blog Olhar Cristão

Comentário: Apresento em primeira mão este assunto político/religioso que mostra a reação dos representantes evangélicos no Congresso Nacional. É bem verdade que a Igreja do Senhor não precisa de tutela, a não ser do Espírito Santo de Deus, mas por outro lado, à semelhança do que ocorreu no livro de Ester, não podemos andar a reboque da sociedade. O Brasil, creio, é o único país to mundo com amplas liberdade de culto e de criação de instituições religiosas. Isso tem sido muito criticado, apedrejado, naturalmente por ateus cujas posições não deixa de ser religiosas. Existe um pensamento tendencioso entre os grandes formadores de opinião desta nação, que o povo evangélico são um bando de coitadinhos explorados sistematicamente por pastores e bispos ladrões e avarentos. Mostram continuamente apenas o lado ruim da Igreja Evangélica, sem louvar o benefício de sua atuação. Há laranjas podres no meio evangélico? Sim! Como também existem em qualquer seguimento social. Até entre os doze discípulos de cristo houve.

Aquilo que os ateus e materialistas do jornalismo brasileiro classificam de oportunismo, nós vemos de outra forma. Uma reação nossa a um pensamento anti-cristão, que vem ditando normas legais e comportamentais em um país de maioria cristã. Se pudessem, fechariam nossas Igrejas e diriam para nós que Deus não existe. Eles dizem que nossa fé é perda de tempo, fraqueza de homens e mulheres ignorantes. E nós ficamos quietos.

Isto é, ficávamos! Se nós, o povo cristão, nos calarmos diante das graves diferenças econômicas e necessidades nacionais, quem HOJE em nosso lugar teria coragem e força para trabalhar em um projeto neste sentido?

Nós, evangélicos, agradecemos a crítica construtiva e justa de toda sociedade. É justo que as autoridades fiscais fiscalizem, multem, prendam e coibam desvios de conduta de pastores e bispos. Isto produz um efeito benéfico, de ensinar que eles não são deuses para fazer tudo que acham "verdadeiro". O que não é justo e não podemos tolerar é o rótulo. O preconceito. A mentira. A discrimação da fé. O nazismo. A ditadura atéia.


PROJETO DE LEI N.º 5.598, DE 2009
Deputado Federal/MG - George Hilton


"Dispõe sobre as Garantias e Direitos Fundamentais ao Livre Exercício da Crença e dos Cultos Religiosos, estabelecidos nos incisos VI, VII e VIII do art. 5º, e no § 1º do art. 210 da Constituição da República Federativa do Brasil.

Explicação da Ementa:
Regulamenta a Constituição Federal de 1988.

Despacho:
26/8/2009 - NOVO DESPACHO: Constitua-se Comissão Especial, conforme determina o art. 34, inciso II, do RICD, tendo em vista a competência das seguintes Comissões: CTASP, CEC, CFT (mérito e art. 54) e CCJC (mérito e art. 54). Proposição sujeita à apreciação do Plenário. Regime de tramitação: Prioridade. Oficie-se. Publique-se.

DESPACHO INICIAL
ÀS COMISSÕES DE:
EDUCAÇÃO E CULTURA;
FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO (MÉRITO E ART. 54, RICD) E
CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA (MÉRITO E ART. 54, RICD)

JUSTIFICAÇÃO:
Desde o início da vigência da Constituição Federal de 1988, o Brasil tem experimentado os direitos e garantias previstas na Carta Magna com respeito às religiões, aos cultos religiosos e à assistência religiosa, assegurada a laicidade do Estado brasileiro. Passados mais de 20 anos, podemos observar ao longo desse tempo fatos, discussões e decisões judiciais, inclusive alguns de natureza polêmica, que amadureceram algumas idéias e teses necessárias à regulamentação constitucional nessa área, especialmente nos incisos VI, VII e VIII do artigo 5º, e no § 1º do artigo 210 da Constituição em vigor.

Corrobora para esta necessidade de regulamentação, o Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé, relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, assinado na Cidade-Estado do Vaticano, em 13 de novembro de 2008. O referido acordo traz uma série de garantias em benefício da Igreja Católica Apostólica Romana, com a maioria dos quais concordamos plenamente.

E é justamente por entender que o Princípio da Igualdade constitucional das religiões em nosso País, pelo qual todas as confissões de fé, independente da quantidade de membros ou seguidores ou do poderio econômico e patrimonial devem ser iguais perante a Lei, que apresentamos esta proposta que não somente beneficiará a Igreja Romana, mas também dará as mesmas oportunidades às demais religiões, seja de matriz africana, islâmica, protestante, evangélica, budista, hinduísta, entre tantas outras que encontram na tolerância da pátria brasileira um espaço para divulgar sua fé e crença em favor de milhões de pessoas que por elas são beneficiadas.

Não bastasse esse foco de visão religiosa, muitas das instituições religiosas têm eficientes e reconhecidos trabalhos na área da educação, da assistência social, do tratamento de dependentes químicos e até da saúde do ponto de vista médico.
Desse modo, é que, no mesmo lastro daquele Acordo assinado pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva, no Vaticano, em 2008, que apresentamos este Projeto de Lei, o qual, para sacramentar e entender tanto a laicidade do Estado brasileiro quanto o Princípio da Igualdade, pode ser chamado de Lei Geral das Religiões.

Por isso, temos a plena certeza de que podemos contar com o apoio de todos os Nobres Pares pela aprovação deste Projeto

Sala das Sessões, 08 de julho de 2009.

PUBLICAÇÃO INICIAL
Art. 137, caput - RICD

[TEOR]

Art. 1º. Esta lei estabelece mecanismos que asseguram o livre exercício religioso, a proteção aos locais de cultos e suas liturgias e a inviolabilidade de crença no país, regulamentando os incisos VI, VII e VIII do artigo 5º e o § 1º do artigo 210 da Constituição da República Federativa do Brasil.

Art. 2º. É reconhecido às instituições religiosas o direito de desempenhar suas atividades religiosas, garantindo o exercício público de suas atividades, observado o ordenamento jurídico brasileiro.

Art. 3º. É reconhecida pelo Estado Brasileiro a personalidade jurídica das Instituições Religiosas desde que não contrarie as exigências constitucionais e as leis brasileiras

§ 1º. As denominações religiosas podem livremente criar, modificar ou extinguir suas instituições inclusive as mencionadas no caput deste artigo.

§ 2º. A personalidade jurídica das Instituições Religiosas é reconhecida pela República Federativa do Brasil mediante a inscrição no respectivo registro do ato de criação, nos termos da legislação brasileira, vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro do ato de criação, devendo também ser averbadas todas as alterações por que passar o ato.

Art. 4º. As atividades desenvolvidas pelas pessoas jurídicas reconhecidas nos termos do Artigo 3º, que persigam fins de assistência e solidariedade social, gozarão de todos os direitos, imunidades, isenções e benefícios atribuídos às entidades com fins de natureza semelhante previstos no ordenamento jurídico brasileiro, desde que observados os requisitos e obrigações exigidos pela legislação brasileira.

Art. 5º. O patrimônio histórico, artístico e cultural, material e imaterial das Instituições Religiosas reconhecidas pela República Federativa do Brasil, assim como os documentos custodiados nos seus arquivos e bibliotecas, constitui parte relevante do patrimônio cultural brasileiro, e continuarão a cooperar para salvaguardar, valorizar e promover a fruição dos bens, móveis e imóveis, de propriedade das instituições religiosas que sejam considerados pelo Brasil como parte de seu patrimônio cultural e artístico.

§ 1º. A finalidade própria dos bens eclesiásticos mencionados no caput deste artigo deve ser salvaguardada pelo ordenamento jurídico brasileiro, sem prejuízo de outras finalidades que possam surgir da sua natureza cultural.

§ 2º. As Instituições Religiosas comprometem-se a facilitar o acesso a ele para todos os que o queiram conhecer e estudar, salvaguardadas as suas finalidades religiosas e as exigências de sua proteção e da tutela dos arquivos de reconhecido valor cultural.

Art. 6º - A República Federativa do Brasil assegura, nos termos do seu ordenamento jurídico, as medidas necessárias para garantir a proteção dos lugares de culto das Instituições Religiosas e de suas liturgias, símbolos, imagens e objetos cultuais, tanto no interior dos templos como nas celebrações externas, contra toda forma de violação, desrespeito e uso ilegítimo.

§ 1º. Nenhum edifício, dependência ou objeto afeto aos cultos religiosos, observada a função social da propriedade e a legislação, pode ser demolido, ocupado, penhorado, transportado, sujeito a obras ou destinado pelo Estado e entidades públicas a outro fim, salvo por utilidade pública, ou por interesse social, nos termos da Legislação brasileira.

§ 2º. É livre a manifestação religiosa em logradouros públicos, com ou sem acompanhamento musical, desde que não contrariem a ordem e a tranquilidade pública.

Art. 7º. A República Federativa do Brasil se empenhará na destinação de espaços para fins religiosos, que deverão ser previstos nos instrumentos de planejamento urbano a ser estabelecido no respectivo Plano Diretor

Art. 8º. As Organizações religiosas e suas instituições poderão, observadas as exigências da lei, prestar assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde, de assistência social, de educação ou similar, ou detidos em estabelecimento prisional ou similar

Art. 9º. Cada credo religioso, representado por capelães militares no âmbito das Forças Armadase Auxiliares, constituirá organização própria, assemelhada ao Ordinariato Militar do Brasil, com a finalidade de dirigir, coordenar e supervisionar a assistência religiosa aos seus fiéis, por meio de convênio com a Republica Federativa do Brasil.

Parágrafo Único: A Republica Federativa do Brasil, assegurará a igualdade de condições, honras e tratamento a todos os credos religiosos referidos no artigo, indistintamente.

Art. 10º. As Instituições Religiosas poderão colocar suas instituições de ensino, em todos os níveis, a serviço da sociedade, em conformidade com seus fins e com as exigências do ordenamento jurídico brasileiro.

§ 1º. O reconhecimento de títulos e qualificações em nível de Graduação e Pós-Graduação estará sujeito, respectivamente, às exigências da legislação educacional

§ 2º. As denominações religiosas poderão constituir e administrar Seminários e outros órgãos e organismos semelhantes de formação e cultural.

§ 3º. O reconhecimento dos efeitos civis dos estudos, graus e títulos obtidos nos seminários, institutos e fundações antes mencionados é regulado pelo ordenamento jurídico brasileiro, em condição de paridade com estudos de idêntica natureza.

Art.11. O ensino religioso, de matrícula facultativa é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de proselitismo.

Art. 12. O casamento celebrado em conformidade com as leis canônicas ou com as normas das denominações religiosas reconhecidas pela República Federativa do Brasil, que atenderem também às exigências estabelecidas pelo direito brasileiro para contrair o casamento, produz os efeitos civis, desde que registrado no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebração.

Art. 13. É garantido o segredo do ofício sacerdotal reconhecido em cada Instituição Religiosa, inclusive o da confissão sacramental.

Art. 14. Às pessoas jurídicas eclesiásticas e religiosas, assim como ao patrimônio, renda e serviços relacionados com as suas finalidades essenciais, é reconhecida a garantia de imunidade tributária referente aos impostos, em conformidade com a Constituição brasileira.

Parágrafo Único. Para fins tributários, as pessoas jurídicas ligadas às Instituições Religiosas que exerçam atividade social e educacional sem finalidade lucrativa receberão o mesmo tratamento e benefícios outorgados às entidades filantrópicas reconhecidas pelo ordenamento jurídico brasileiro, inclusive, em termos de requisitos e obrigações exigidos para fins de imunidade e isenções; estes últimos benefícios fiscais serão concedidos a partir de requerimentos específicos juntos à União, ou aos Estados, ou aos Municípios ou ao Distrito Federal.

Art. 15. O vínculo entre os ministros ordenados ou fiéis consagrados mediante votos e as Instituições Religiosas e equiparados é de caráter religioso e, não gera, por si mesmo, vínculo empregatício, a não ser que seja provado o desvirtuamento da finalidade religiosa, observado o disposto na legislação trabalhista brasileira.

Parágrafo Único. As tarefas e atividades de índole apostólica, pastoral, litúrgica, catequética, evangelística, missionária, prosélita, assistencial, de promoção humana e semelhante poderão ser realizadas a título voluntário, observado o disposto na legislação brasileira.

Art. 16. Os responsáveis pelas Instituições Religiosas, no exercício de seu ministério e funções religiosas, poderão convidar sacerdotes, membros de institutos religiosos e leigos, que não tenham nacionalidade brasileira, para servir no território de sua jurisdição religiosa, e pedir às autoridades brasileiras, em nome deles, a concessão do visto para exercer atividade ministerial no Brasil.

Parágrafo Único. Em conseqüência do pedido formal do responsável pela Instituição Religiosa, de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, poderá ser concedido o visto permanente ou temporário, conforme o caso, pelos motivos acima expostos.

Art. 17. Os órgãos do governo brasileiro, no âmbito de suas respectivas competências e as Instituições Religiosas poderão celebrar convênios sobre matérias de suas atribuições tendo em vista colaboração de interesse publico

Art. 18. A violação à liberdade de crença e a proteção aos locais de culto e suas liturgias sujeita o infrator às sanções previstas no Código Penal, além de respectiva responsabilização civil pelos danos provocados.

Art. 19. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação."

Fontes: 1) artigo de Clovis Rossi "Templo é dinheiro?" pag. 2 Folha de São Paulo 28.08.2009; 2) sítio da Câmara Federal.

Continuemos orando e trabalhando pela Igreja e pela nação brasileira.

cruzue@gmail.com


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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Pastor Silas Malafaia denuncia acordo do Vaticano com governo brasileiro


TIJOLAÇO DO PASTOR SILAS MALAFAIA
Publicado na página A8 da Folha de São Paulo de hoje - 25.08.2009

"GOVERNO BRASILEIRO FAZ ACORDO COM A IGREJA CATÓLICA
EM DETRIMENTO DE TODO OS OUTROS CREDOS RELIGIOSOS"

"O governo brasileiro enviou à Câmara dos Deputados a mensagem 134/2009 que reconhece o estatuto jurídico da Igreja Católica. Após a mensagem ser apreciada em uma das comissões para a qual foi enfiada, seja aprovada ou não, transforma-se em projeto de decreto legislativo, recebendo o nº. 1736/2009. No plenário da Câmara, a pedido dos líderes partidários, foi aprovada a caráter de apreciação urgente, urgentíssima.

Com muito respeito aos senhores deputados, será que não existem matérias mas relevantes a serem discutidas de maneira urgente em benefício de todo o povo brasileiro? Isto é um absurdo! Na verdade, este acordo beneficia a Igreja Católica na evangelização do povo brasileiro nos diversos segmentos da sociedade, incluindo hospitais, escolas e as forças armadas.

O mais grave é que este acordo contraria o inciso 1º, do artigo 19, da Constituição Brasileira, que diz: "È vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - Estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvadas na forma da lei, a colaboração de interesse público".

A nossa nação não pode firmar aliança com qualquer credo religioso, ferindo o princípio da laicidade, inclusive com a quebra da isonomia nacional! Aproximadamente 70 milhões de brasileiros, que não são católicos, estão sendo discriminados. Temos a convicção de que a maioria do povo católico não concorda com um absurdo desta grandeza, porque são pessoas democráticas.

Com a aprovação deste acordo ficará a Santa Sé, por meio da CNBB, com plenas condições de fechar vários outros acordos com o governo brasileiro, sem que jamais tenham que passar pelo Congresso Nacional. É um verdadeiro "CHEQUE EM BRANCO" para a Igreja Católica. Isto é uma vergonha.

Senhores deputados, não aprovem este acordo. Fiquem certos de que não mediremos esforços para informar a todos os credos religiosos quem são os deputados que votaram a favor deste acordo discriminatório.

Estendemos o eco da voz deste manifesto ao Senado da República, próxima casa legislativa que terá de apreciar o resultado apurado pela Câmara dos Deputados.

Tenham a absoluta certeza de que não temos memória curta e que vamos pensar muito bem em quem vamos votar nas próximas eleições para Deputado Federal, Senador e Presidente da República."

EM FAVOR DO ESTADO LAICO, DIGA NÃO AO PDC 1736/2009"

Assinado: Associação Vitória em Cristo / CIMEB - Conselho de Pastores do Brasil



Digitado por João Cruzué




segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Rede Globo traz velhas denúncias contra a Igreja Universal e o Bispo Macedo

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João Cruzué

Esperei um pouco mais para dar minha opinião sobre a nova(velha) onda de denúncias planejadas por alguém das organizações Globo contra o Bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. Tendo alguma experiência em jornalismo não vou ser um bumbo cego de repercussão de interesses alheios publicados nas três maiores Casas da imprensa brasileira não evangélica - Globo-Estadão, Editora Abril e Folha de São Paulo. Não li ainda o que a blogosfera evangélica repercutiu para que minha opinião fosse pessoal e não tendenciosa, uma vez que o Bispo Edir Macedo e a Igreja Universal não é uma unanimidade no meio evangélico. Tendo lido as notícias e assistido as acusações do Jornal Nacional e a resposta contundente da Record (Bispo Macedo), os dois lados do embate, vou deixar agora em alguns parágrafos o que penso.

Tomei conhecimento pela primeira vez do assunto por uma manchete graúda na capa do Jornal O Estado de São Paulo - O Estadão. Para quem ainda não sabe, este jornal está esperando a confirmação de uma proposta de compra das Organizações Globo. Há um "noivado" entre Globo e Estadão. Por isso, este postou o assunto com uma das manchetes principais de capa. Esta manchete do Estadão antecipou em um dia, o "míssil" que os Marinho dispararam contra o Bispo Macedo. Coisa de "noivos."

Já o Jornal a Folha de São Paulo trouxe o assunto em página interna sem manchete na capa. Desde adolescente me identifico mais com a linha editorial desta Casa. Além disso, foi lá que aprendi rodar os "pasquins" de nossa Igreja, sob a diagramação do saudoso Osmar Lucarezzi, no departamento Folha Gráfica. Além disso, nós blogueiros, costumamos repercutir assuntos de cunho jornalístico da Folha, que não proíbe o uso de seus textos - como assim o faz O Globo.

A Revista Veja fez o dever de casa. Em tempos de pouco interesse e baixa venda de revistas, ela não tem perdido a oportunidade de explorar assuntos religiosos. Na semana passada colocou a psicóloga Rozângela Justino na vidraça. Sem querer o tiro saiu pela culatra. Pela primeira vez em muitos anos de empatia pela causa gay, uma grande Casa da imprensa brasileira ofereceu a oportunidade para um cristão, ou melhor, uma cristã, dizer o que pensa sobre estar ou ser homossexual. Nesta semana o protagonista era tudo o que a Revista queria para melhorar as vendas. Bispo Macedo-Igreja Universal. Todavia, devo ser imparcial nesta questão. A Veja, sabendo muito bem que não pode desprezar o povo evangélico, tentou um artifício de imparcialidade. Publicou três matérias encadeadas. Uma cotovelada no Bispo Macedo-Igreja Universal, outra na Igreja Católica do Rico, sobre o padre gastão e na terceira, um elogia à atuação das Igrejas Pentecostais na América Latina em contraponto ao comunismo disfarçado e bem embrulhado com o nome de "teologia da libertação".

Neste domingo (16.08.2009) cheguei do culto e comecei a ver os torpedos da Record. Vi também a entrevista com o Bispo Macedo. A conversa de tranquilidade que ele procurou passar não colou. Não me convenceu. Ele disse o que precisava ser dito. Mas escondeu as "unhas" para não passar recibo, a imagem de um homem vingativo. Uma coisa gostei nele: muito magro. Em tempo de tantos pastores e bispos pesos-pesados, ele definitivamente não deve ser um bom garfo. Creio que o Bispo anda jejuando.

Há uns 15 anos atrás eu vi o "príncipe" dos pregadores brasileiros - pastor Caio Fábio exteriorizando sua opinião sobre a Igreja Universal e o Bispo Macedo - sendo um bumbo das organizações Globo. Não deu para saber na época se estava certo ou errado, mas uma grande lição eu aprendi com ele. Ao emprestar sua boca para os Marinho cometeu um erro fatal. Ele cavou um buraco tão fundo que não conseguiu sair dele até hoje.Um cristão jamais deve emprestar sua boca para ímpios. Hoje, a grande imprensa está aí baixando o sarrafo no Bispo e na Igreja Universal. Mas eu não vou me unir a ela para repercutir denúncias nem novas nem velhas. Soube que o promotor do caso, segundo estão apurando, teve ou tem alguma ligação sentimental com a Juíza da Vara de Justiça do Estado de São Paulo que acatou a denúncia. isto é falta de isenção. Além de vazamento proposital do assunto. Não há processo. A galinha nem botou o ovo e a Globo começou a cantar.

Não tenho procuração para defesa Bispo. A Revista Veja mostrou a Mansão que ele tem em Campos do Jordão e falou dos imóveis que ele possui em Miami. Só não disse que ele é autor de muitos livros, sendo o último deles com 700.000 exemplares vendidos no primeiro dia de lançamento. Pela denúncia, ficou parecendo que a única fonte de renda dele é o cofre da Igreja Universal. Ademais, esta mesma revista que procura melhorar sua imagem junto aos crentes, hoje, no passado já cansou de publicar mentiras. Uma eu mesmo presenciei. No tempo em que Celso Pita era o candidato de Paulo Maluf à Prefeitura de São Paulo, a repórter da Veja escreveu uma reportagem afirmando que Maluf estivera presente no culto de obreiros da Assembleia de Deus do Belenzinho. E quando falava à Igreja deu um aleluia no microfone que alegrou todos os pastores na Igreja. Era mentira. Eu estava no Culto. Pita foi no Culto, mas o Prefeito Paulo Maluf está viajando - nos Estados Unidos. Eu não "oro" pela cartilha da Veja, apesar de ainda ser a melhor revista de informação brasileira, se a compararmos com as outras.

Estranhamente, hoje, domingo, não tem uma linha sobre o assunto nos jornais eletronicos Globo, Estadão e Folha de São Paulo. Por que desistiram tão rápido do assunto, hein? Porque dessa vez, o lado que está apanhando tem uma Rede de televisão para se defender. E atacar. E se não tivesse? Já teriam atropelado e massacrado o Bispo e sua Igreja. Este costuma dizer que sua Igreja é como omelete. Quanto mais apanha, mais cresce. Se faltava alguma substância para uma entalpia na Igreja do Bispo, os inimigos, ou melhor, a inimiga trouxe. Essas denúncias, podem ser um tiro no pé. A era da velha manipulação da opinião pública através do único e preconceituoso Jornal Nacional não é mais aceita como verdades absolutas. As novelas globais que estigmatizam as mulheres e os pastores evangélicos já estão muito "manjadas". Espero que agora não apareça outro "Caio Fábio" para fazer o papel de "profeta" da rede Globo. Se aparecer, irá pelo mesmo caminho.

Eu não nasci ontem. Sei muito bem da má fama que o evangelho da prosperidade tem trazido para nosso meio. Também sei que o povo já não aguentava mais ouvir o evangelho da aceitação da miséria. Que o crente teria que ser um eterno sofredor nesta vida, para ganhar o céu. Um evangelho budista. Sem hipocrisia, todo dia vemos blogueiros baixando o "sarrafo" na Teologia da prosperidade. Mas, quando há congressos e festas na Igreja, sabe quem são convidados para pregar? Preciso dizer? Para não dar má impressão: o Evangelho que defendo tem Jesus no meio. Toda vez que um pregador coloca o crente e suas necessidades no Centro da pregação e Deus como MEIO para sua vitória, estará profanando o verdadeiro Evangelho. A vitória é só uma das consequências na vida de um cristão. Cristo é a nossa vitória. Cristo dá a vitória para quem está oprimido e no fundo do poço. Neste sentido, apesar de má fama, eu não posso negar que milhões de pessoas têm recebido salvação e vitórias através do trabalho dos fiéis e bispos da Igreja Universal.

A Globo bateu e massacrou os Hernandes, porque eles atravessaram os interesses dela no caso da concessão de TV no Espírito Santo. Ela prevaleceu por motivos que todos sabem. Entusiasmada com as derrotas infligidas aos líderes da Igreja Renascer, os Marinho partiram para o tudo ou nada em cima do Bispo Macedo e da Igreja Universal. Desta vez o que está em jogo não é o Bispo nem sua Igreja. Na minha opinião, seriam todos os evangélicos. Ou vocês não sabem que tem dezenas de políticos ateus salivando de raiva porque as Igrejas são isentas de tributos? Isto é o sonho de Natal de todo comunista ateu. Acabar com a fonte de sustento das Igrejas Evangélicas. Tributar todas seus dízimos e ofertas.

É por esta razão que fico do lado da Igreja Universal e do Bispo nesta guerra. Se ele cair as ações dos que odeiam os crentes não vão ficar por aí. Não morro de "amores" por ele, mas também não vou ser nenhum bumbo dos Marinho ou de jornalistas ateus - inimigos declarados da Igreja Evangélica. Continuemos orando.


cruzue@gmail.com


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domingo, 9 de agosto de 2009

Revista Veja entrevista Psicóloga evangélica Rozângela Alves Justino

Manifestação da ABRACEH em Brasília
João Cruzué

A edição 2125 da revista Veja traz nas páginas amarelas desta semana uma entrevista com a psicóloga Rozângela Alves Justino. Com certeza um assunto polêmico para a sociedade. Vai dar muito que falar. A reporter Juliana Linhares depois deste trabalho com certeza vai deixar de ser "foca" na revista. Foi bom para a Veja, bom para a repórter, mas colocou a Doutora Rozângela em uma tremenda saia justa com o Conselho Federal de Psicologia. Conselho este que vem tratando a psicólogo como uma "ovelha negra" para não se indispor com um grupo organizado de homossexuais.

O Conselho Federal de Psicologia deu um "cala boca" na moça. Ela recebeu uma censura pública, uma mordaça - segundo a entrevistada, com o objetivo de proibir seu trabalho com pacientes que a procuram para tratamento. Lendo a entrevista e observando as citações da Organização Mundial de Saúde, vejo posições conflitantes entre o que diz a OMS e o Conselho.

Este assunto puxa outro. Começou a mordaça gay. A consciência e o patrulhamento gay dita o que todos homossexuais devem ou não fazer. Por exemplo proibir que outros debandem da classe e procure tratamento de ordem psicológica de profissionais que não estejam afinados com a causa gay.

Se por um lado a repórter não estava nem um pouco preocupada com vida de Rozângela Justino, crente da Igreja Batista do Rio, como pode ser inferido na publicação da resposta à penúltima pergunta, por outro, foi a primeira vez que o CONTRADITÓRIO da maioria da sociedade brasileira foi divulgado. Rosângela Justino é o contraditório. É a grande formadora de opinião do momento. A entrevista foi publicada porque a polêmica entre crentes, psicólogos e homossexuais foi instigada. Para vender revistas. Muitas revistas.

Sob um olhar cristão, se cada segmento da sociedade brasileira se organizar para mudar as leis, e sob o guarda-chuva legal se tornar uma casta incriticável, intocável, acima de todos, estará aberto o caminho para que outros também o façam. A exceção será a regra. A minoria ditando regras de comportamento para a maioria. Princípio de nazismo mesmo.

Concluindo. Doutora Rozângela eu sei que a senhora não tem nenhum ódio a gays. Que os ama, com o amor de Cristo. Receba meus respeito e admiração. A senhora foi muito corajosa. Deu a "cara" para bater. Espero que as lideranças cristãs - evangélicas e católicas - reconheçam isto. E sejam solidárias tanto na consciência quanto na comunicação.

Abaixo Assinado em favor da liberdade de trabalho profissional de Rozângela Justino.



Não deixe de ler também:

O Manifesto do Silêncio no Blog da Dra. Rozângela Alves Justino.

Bispo Anglicano hipoteca solidariedade à psicóloga Rosângela Justino

Julgamento Cassação do Registro Profissional da Dra. Rosângela Justino em 31.07.2009

Abaixo Assinado em favor da liberdade de trabalho profissional de Rozângela Justino.
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Abaixo Assinado 2 Associação de Apoio ao Ser Humano e Família.




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