sábado, 13 de junho de 2009

CGADB - Denúncias do Pr. Samuel Câmara na Rede TV

.
João Cruzué

Conforme anunciado há dias, o Pr. Samuel Câmara, cabeça de chapa da oposição, que perdeu as eleições da 37ª Assembléia Ordinária da CGADB - Convenção Geral das Igrejas Assembléias de Deus, usou seu programa deste sábado na Rede TV, para tornar público suas denúncias julgadas improcedentes (segundo ele) contra a administração da última Mesa Diretora.

Ele iniciou o programa comentando dos anos anteriores a 1988, quando o braço político das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus, a CGADB, seguia o costume do revezamento em sua liderança. O que foi abandonado e trouxe prejuízo, não para a Igreja Assembléia de Deus, mas para a Convenção - segundo o Pastor.

O Pastor Samuel exibiu na Rede TV um documento, provavelmente, o ofício com as denúncias formalizadas à Mesa diretora responsável pelo julgamento dos pedidos de impugnações. Sobre o ofício ele pontuou uma lista de números e valores de mais de 170 cheques sem fundos, assinados pela diretoria e tesouraria da CGADB. No mesmo documento apontou dívidas para com o INSS. Falou em apropriação indébita. Valores retidos sem a devida transferência ao Instituto Nacional de Seguro Social. Também citou dívidas com a CEF - Caixa Econômica Federal, provavelmente de FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Ainda relatou a inscrição da CGADB no SERASA, certamente por não honrar compromissos financeiros.

O pastor Câmara também deixou implícito que estava tornando público as denúncias, pois seu recurso à impugnação das Eleições da 37ª Convenção Geral não foi aceito, porque, segundo ele, o candidato da situação - Pr. José Wellington Bezerra da Costa, era também o presidente da mesa que julgava os recursos. Disse que foi levado a fazer a denúncia publicamente porque em seu ponto de vista, estava sendo transparente e não era nenhuma vergonha apontar os "equívocos" praticados pela Mesa anterior - que não continuava com uma atitude de quem não tinha nada do que se envergonhar. Por não ter pedido perdão pelos erros. Concluiu fazendo referências a julgamento com dois pesos. Que com o mesmo peso que se julga os membros da igreja também se deve pesar suas lideranças.

COMENTÁRIOS: Se as denúncias do pastor são verdadeiras, não se pode escondê-las debaixo do tapete. Nem classificá-las como choro de perdedor. É preciso transparência. Este assunto , depois da denúncia pública, não está mais restrito à esfera da Convenção. Os membros da Assembleia de Deus não sabem o que houve em Vitória. O Brasil inteiro ficou sabendo da versão do Pastor Câmara. E por Brasil leia-se: de ateus a crentes; de autoridades públicas do INSS ao FGTS; de juízes a políticos. Ministério Público.

A versão que o pastor passou para a opinião pública, insinua que todos os líderes das Assembléias de Deus são suspeitos de sonegação e má cidadania.
A Igreja ficou exposta. Dos recursos de impugnação da eleição, a denúncia do pastor revela uma imagem de que não existe uma instância justa para resolver problemas eleitorais entre irmãos. Daí sua opção para recorrer a última instância, ou seja, a denúncia pública. A farofa no ventilador.

Assuntos desta natureza quando praticados na esfera pública são tratados em processos administrativos, sindicâncias e CPIs. Mesmo pretendendo separar os Atos da CGADB com os da Igreja em si, este discurso do Pr. Câmara não se sustenta, pois perante a opinião pública os mesmos agentes estão ligados tanto à Convenção quanto à Igreja. É assim a visão pública

Em nossa opinião, a idéia de que os membros da Igreja Assembleia de Deus não se importam com o que ocorre nas convenções, que esquecem rápido as denúncias destes assuntos, é uma idéia falsa. Em tempos de mídia digital, um vídeo do Youtube com esta denúncia, é um martelo. Se alguém ainda não sabe, é bom saber: a quantidade de assembleianos que vem trocando a cada ano a própria Igreja principalmente pela Igreja Batista é sempre crescente. Por descontentamento.

Não conheço a administração do Pr. Samuel Câmara no Norte do Brasil. Ele reclama dos 21 anos que a atual Mesa Diretora da CGADB vem se perpetuando no poder. Cobrando a mesma forma de revezamento que ocorria dos anos 30 até 1988. Deve ser porque nas eleições da Convenção do seu estado acontece este revezamento. Eu imagino que deva. Mas se este revezamento real não for verdadeiro lá no Pará, seu argumento e sua denúncia pública são fisiológicos e sua atitude cheira a hipocrisia.



.

2 comentários:

PASTOR NAPOLEAO BONAPARTE disse...

O SUMO PASTOR JESUS CRISTO DISSE;- EU SOU AQUELE QUE PASSEIA NO MEIO DA IGREJA SONDANDO OS PENSAMENTOS E SENTIMENTOS, E ISTO PARA RETRIBUIR A CADA DE ACORDO COM AS OBRAS QUE ESTÃO PRATICANDO.O PRIMEIRO ASPECTO A SER ANALIZADO É O ESPIRITUAL, PARA QUEM ACUSA E PARA O ACUSADO.O MINISTERIO PUBLICO DEVERIA JULGAR ISTO.

JUNIOR GREVE disse...

Diante de tais denuncias podemos perceber a rivalidade que existe entre convenções estaduais e Geral. Nossas igreja estão sofrendo uma grande evasão de membros para outras denominações por causa dessas podridões existentes no contexto político de nossas igrejas... Jesus está vendo tudo e guardando para o juizo final. Nem todos mais "alguns" não amam as almas, eles amam seus cargos, suas posições e o poder que lhes é outorgado (Crie temor de DEUS). Deus tem misericórdia da tua igreja na terra.