sábado, 24 de maio de 2008

Os títulos da presunção evangélica


nicodemos
Jesus e Nicodemos

COMO AS COISAS ESTÃO MUDANDO!
João Cruzué

Quando aceitei Jesus, há trinta e poucos anos, passei por perseguições e presenciei pedras e tijolos "caindo" sobre o telhado da Igreja, por causa do barulho pentecostal. Quase perdi um emprego quando deixei de comprar os cigarros do patrão, enfim, para ser crente tinha que pagar um preço. A sociedade olhava-nos com uma "lupa" e fazia questão de conferir se havia mesmo santidade. Os pastores eram homens que oravam, mesmo! Um pouco duros talvez, mas sóbrios e conscientes do perigo da presunção.

Quando analiso a Igreja Evangélica do século XXI, fico estupefado. Não que tenha saudades do passado, pois sou perfeitamente consciente de que frieza e falta de equilíbrio já vêm acontecendo desde os tempos do Antigo Testamento. Aborrecido e estupefado, sim,  com os títulos cada vez mais inusitados que aparecem.

Um título de Pastor cai bem - desde que a pessoa seja pastor de fato. Sei que há uma multidão de homens aceitando esse título ou se entitulando pastores; pastores de "faz-de-contas". Não foram separados, nem consagrados, nem possuem ministério. Um pronome de tratamento nunca fará de um crente um pastor e aceitar uma mentira para massagear o ego das duas uma: Ou é muita ingenuidade ou falha de caráter.

Mas os tratamentos evoluiram. Apareceu  o Bispo; nome meio pomposo, mas ainda sim discreto. Mas, apóstolo,  bispa, e pior: apóstola? É de uma falta de bom senso paquidérmica.

Sei que isso não é invenção brasileira. Veio de fora. Mas como soa ridículo certos "autotítulos". Temo, todavia, que isto não pare por aí. Não me assustaria se, dia desses, ouvisse títulos no meio evangélico tais como: arcebispo, cardeal e  papa! Quem sabe: Anjo,  arcanjo, querubim ou serafim. E para esculhambar de uma vez: Por que não primeiro-ministro, faraó ou césar?

Eu queria ter ficado calado, mas não pude. Para curar esses desvarios, Jesus, certa vez, deu a receita: Nascer de novo!

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